A meta inicial é acolher 600 crianças imediatamente e construir mais um centro de acolhimento no sul da ilha
Por Laureane Schimidt – assessoria de imprensa FSF
A situação preocupante de crianças desnutridas e famintas no sul da ilha de Madagascar fez com que a Organização humanitária Fraternidade sem Fronteiras (FSF) lançasse uma campanha emergencial para o acolhimento imediato de pelo menos 600 crianças.
“Estamos recebendo crianças de diferentes aldeias que andam 5 a 10 quilômetros. Elas estão vindo de longe em busca de comida nos centros de acolhimento da FSF e muitas chegam desnutridas”, descreve o idealizador da Fraternidade sem Fronteiras, Wagner Moura Gomes.
No Sul da ilha de Madagascar, a FSF atua, desde 2017, com 13 centros de acolhimento para oferecer atendimentos médicos, refeições e tratamentos nutricionais. Pelo menos 10 mil crianças já foram tratadas e se recuperaram da situação de desnutrição.
O médico que atua em Madagascar pela Fraternidade sem Fronteiras, Higor Rodrigues, explica que com os eventos climáticos globais, em 2024, por exemplo, a temporada de seca durou mais tempo que o habitual, aumentando muito os números da desnutrição no primeiro trimestre de 2025.
“Os índices comunitários de desnutrição estão em mais de 30%, em alguns casos chegando até 40% das crianças menores de cinco anos de idade”, detalha Higor.
Madagascar
Madagascar é um dos países mais pobres do mundo, de acordo com o Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, que mede o desenvolvimento humano de um país, considerando três dimensões: longevidade, educação e renda. O país é classificado pela ONU no 173º lugar entre 191 Estados. Ao mesmo tempo, está no topo da classificação dos países mais vulneráveis ao aquecimento global. De acordo com o Banco Mundial. mais de 80% da população vive com menos de dois dólares por dia.
“A fome é gravemente impactante e percebemos um período ainda mais desolador. Já acolhemos muitas crianças, oferecendo comida e assistência médica, mas precisamos ir mais longe. A necessidade é gigante e desafiadora! Recebemos a doação de uma área de um hectare, vamos construir mais um centro de acolhimento e precisamos de ajuda para acolher de forma imediata pelo menos 600 crianças”, afirma Wagner.
A ajuda necessária é principalmente pelo apadrinhamento, uma doação mensal e contínua, a partir de R$25 por mês. Para apadrinhar, acesse o link: fraternidadesemfronteiras.colabore.org/fomemadagascar
Para doações avulsas, a chave Pix é: madagascar@fraternidadesemfronteiras.org.br
Caravana da saúde
No início do mês de março, um grupo de caravaneiros, formado principalmente por médicos, enfermeiros e dentistas, fez atendimentos na área da saúde no projeto Ação Madagascar. Foram pelo menos 950 atendimentos clínicos e cirúrgicos. Além de visitarem comunidades onde a FSF ainda não tem centros de acolhimento.
“Vimos situações muito alarmantes com muitas crianças desnutridas e apáticas”, relembra Dante Furlan, um dos coordenadores da caravana.
Os caravaneiros fizeram atendimentos médicos, distribuição de remédios e também foi dado alimento para as crianças.
Projeto Ação Madagascar – desde 2017, a Fraternidade sem Fronteiras trabalha no combate à desnutrição no sul da ilha de Madagascar com centros de acolhimento que oferecem atendimentos médicos, quase 195 mil refeições por mês e tratamentos nutricionais. Ao apadrinhar o projeto Ação Madagascar você contribui mensalmente para a transformação de vidas. O apadrinhamento garante a sustentabilidade do projeto e permite que uma nova criança seja acolhida pela FSF. Apadrinhe. Apadrinhar é amar!